Encontro Estadual de Aprendizes
Jovens discutiram melhorias na Lei de Aprendizagem
com representantes de órgãos públicos do Estado de São Paulo
A Colmeia – Instituição a Serviço da Juventude e o CAMP SBC – Centro de Formação e Integração Social realizaram na manhã do dia 30 setembro, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, o Encontro Estadual de Aprendizes.
A Comissão Organizadora do evento, formada por jovens participantes dos programas de cada instituição, teve como objetivo apresentar os resultados obtidos em uma pesquisa qualitativa realizada com mais de 1 000 jovens para especialistas e superintendentes de órgão públicos ligados a Juventude e ao Trabalho.
Uma das metas desse Encontro foi mostrar o quanto os jovens estão sendo beneficiados com essa Lei e também apresentar as dificuldades enfrentadas pelos aprendizes durante esse processo de inserção no mercado de trabalho.
Hoje, os jovens já têm uma oportunidade profissional, pois a Lei 10.097 determina que todas as empresas de médio e grande porte devem contratar de 5% a 15% de jovens e adolescentes entre 14 e 24 anos. A cota dos aprendizes a serem contratados é calculada sempre sobre o total de empregados cujas funções demandem formação profissional.
Atualmente, a lei possibilita que a contratação e a formação dos adolescentes sejam feitas não só pelos Serviços Nacionais de Aprendizagem (SENAI, SENAT, SENAC, SENAR e SESCOOP), mas também por Escolas Técnicas de Educação e por Organizações sem fins lucrativos.
Segundo Marisa Donatiello, Coordenadora Técnica Administrativa da Colmeia, o adolescente que é inserido no programa tem vários benefícios. “o jovem tem a oportunidade de conhecer o mundo do trabalho e rompe as barreiras do primeiro emprego o que proporciona uma ampliação de seu projeto de carreira e vida” explica.
“Com essa experiência, em um ambiente real de trabalho, o jovem participante adquire autoconfiança e exercita sua postura profissional. Com isso, percebe-se claramente que existe até mesmo uma transformação na relação com seus familiares. Eles passam a ter uma vida mais produtiva e uma vez que começam a receber recursos financeiros e passam a programar melhor os seus estudos”, finaliza.